Como me tornei uma escritora?
Uma jovem me perguntou como me tornei uma escritora? O SENHOR Deus todo poderoso me preparou em cada um dos momentos da minha vida para execução deste dom, a fim de usar na sua obra.
Nasci numa família pobre e com as dificuldades dos recursos para comprar os livros na época do ensino médio tinha que escrever tudo que pudesse durante a aula para depois estudar para as provas. Além de necessitar escrever tudo que eu pudesse na Escola, apreciava muito escrever.
Aos 14 anos me apaixonei pela primeira vez e o rapaz era muito inteligente na palavra de Deus. Eu me sentia indigna dele e comecei a me dedicar a estudar a Bíblia. Para reter melhor o conteúdo, tinha um caderno que escrevia as anotações importantes que aprendia na Bíblia. Passava 6 horas por dia estudando a palavra de Deus e escrevendo o que tinha aprendido. Nesse ínterim, um dia chegou um vizinho que me viu escrevendo naquele caderno e disse assim: “você poderia ser uma escritora”. “Escritora eu pensei... nunca vi a pensado nisso”. As palavras que ele me falou foram muito marcantes na minha mente.
Além de poder de escrever anotações bíblicas nos meus estudos pessoais, também apreciava escrever as pregações na adolescência, a fim de que pudesse me concentrar durante este momento importante e poder ler depois as pregações. Isso me ajudou bastante e me trouxe ricos ensinamentos.
Também escrevia freqüentemente diários da minha vida. Por ser muito tímida e não ter coragem de contar para ninguém o que se passava comigo resolvia contar para o papel. Escrevia bastante e com medo de alguém ler queimava depois. Esperava todos da família irem dormir para começar a escrever. Escrevia e depois pegava um fósforo e queimava o papel.
Aos 18 anos houve um amigo secreto na Escola que eu lecionava e ganhei uma agenda. Comecei a usar a mesma como agenda e diário ao mesmo tempo. Então, a partir daí comecei a escrever de forma mais sucinta os acontecimentos do dia a dia, e coisas que não me comprometiam se alguém encontrasse e lesse.
Outra atividade que aprecia muito era cantar. Cantava enquanto viajava, cantava enquanto lavava as louças. Todos os dias ficava cantando. Meu passatempo favorito na infância era memorizar os hinos do cantor cristão. Muitas vezes criava músicas de adoração ao SENHOR. Porém, como eu não tinha onde registrar, não tinha gravador naquela época perdi quase todas elas. Hoje só me lembro de duas que criei enquanto estava lavando as louças. “Deus nos protege dia a dia” baseado no Salmo 46 (https://youtu.be/DS-kDb40x7o) e “elevo os meus olhos para os montes” baseado no Salmo 121 (https://youtu.be/I2HdzJYTJsg). Salmos que aprecio bastante.
Aos 15 anos comecei a estudar magistério e isso impactou grandemente a minha vida. Havia aprendido até os 14 anos a arte de memorização, porém não entendia nada do que lia. Não sabia interpretar textos, nem tão pouco criar. Porém, durante os três anos de curso a maior parte das disciplinas exigia criação de textos e interpretação. Foi assim que o SENHOR me preparou para aprender a arte de escrever poemas e paródias. Sempre reuníamos em equipes e fazíamos poemas e paródias para apresentarmos nossos trabalhos escolares. Era muito divertido fazer essas coisas em grupo e ríamos bastante.
Dois anos após concluir o magistério, Deus me deu o privilégio de começar a estudar no Seminário Batista do Cariri numa turma que houve em Petrolina-PE. Nesta época eu estava trabalhando como professora em três horários e tinha pouquíssimo tempo para cumprir os estudos. Porém, o Todo Poderoso me capacitou para preparar um Estudo bíblico no livro de Tito com tema de boas obras, e apresentar no seminário Batista do Cariri em Crato na matéria do pastor Almir Marcolino Tavares. Aproveitava os intervalos entre uma aula e outra para poder estudar. Dessa maneira Deus me capacitou para preparar estudos bíblicos femininos.
Terminando essa turma de dois anos em Petrolina fui estudar no Seminário Batista do Cariri interno em Crato-Ceará. Ao chegar lá comecei a trabalhar com crianças pequenas de 4 a 6 anos no trabalho prático. Usei todo o material que tinha no seminário e não sabia mais o que iria ensinar as crianças. Então, certo dia quando estava tentando dormir veio a ideia de que poderia escrever as lições para ensinar os pequeninos. Peguei um papel e comecei a escrever com lápis as primeiras lições de como Deus criou o mundo. E o Senhor Todo Poderoso me capacitou para preparar uma série de lições para crianças pequenas com o tema: Deus fez tudo. Assim, o Senhor, o Altíssimo Deus me capacitou para escrever lições infantis.
Neste mesmo Seminário também houve uma matéria chamada didática. Certo dia, a professora Gina Peterson deu um desafio de criarmos um teatro e apresentar para toda a turma. Dividiu a turma em três grandes equipes, a fim de que pudéssemos elaborar e apresentar o teatro. Não gostava da ideia de fazer trabalho em grupo, mas amei e foi muito divertido escrever com os colegas aquele teatro e apresentar. Rimos bastante com as ideias de cada um. Dessa maneira o Senhor Altíssimo me preparou para elaborar peças, teatro.
Também no Seminário havia uma disciplina chamada obreira cristã, na qual tínhamos que montar uma pasta da obreira com poemas, jograis, peças e outros. Nesta época não havia tanto acesso à internet e tudo que queríamos pesquisar deveria ser nos livros. Quando chegou à parte de chá de bebê não encontrei jogral e cheguei para professora Júlia Leonardo falando. “Eu não encontrei nenhum jogral para chá de bebê”. Ela me respondeu: “você é inteligente, faça”. Fiquei impactada com aquelas palavras e fui elaborar o primeiro jogral com a minha amiga Vitória Dolores Monte. A seguir elaborei o segundo jogral baseado numa história. Depois comecei apreciar muito a arte de elaborar jograis. Dessa maneira, o Altíssimo Senhor me preparou para escrever jograis, acrósticos e outros.
No final do período do Seminário houve uma campanha para escrever folhetos. O folheto ganhador seria utilizado evangelismo durante a Romaria em Juazeiro do Norte. Romaria é um evento no qual todo ano as pessoas vêm para prestar homenagem ao Padre Cícero. Vem muita gente de fora e é uma oportunidade para testificar de Cristo. Assim o Seminário aproveita este momento para evangelizar. Gostei muito do desafio de escrever folheto e busquei fazer o melhor que podia, porém não ganhei o desafio, mas descobri com essa tarefa que poderia escrever folheto. O folheto ganhador foi muito impactante porque refletiu uma história verídica do momento. Então aprendi a arte de conectar os assuntos do dia a dia a palavra de Deus. Ao concluir o Seminário fui trabalhar em Lavras da Mangabeira, Ceará. Neste lugar não havia nenhum material para comprar e nem tão pouco eu tinha dinheiro para investir em materiais para o ministério. Certo dia um garoto me parou e me perguntou: “Você não tem aí nenhum folheto para me entregar?” Isto impactou meu coração e resolvi começar a escrever folhetos para poder entregar as pessoas em Lavras da Mangabeira. Digitava os folhetos no computador da Escola que eu trabalhava e imprimia com o colega de trabalho que me fazia um preço acessível. Dessa maneira o Eterno Senhor me preparou para escrever folhetos.
No final do ano de 2019 enquanto estava lendo a palavra de Deus, e me chamou muita a atenção a passagem de Deuteronômio 6.4-9, no qual fala que os pais devem ensinar os seus filhos. Fiquei pensando como poderia incentivar os pais a cumprirem esta tarefa. Então, Deus tocou no meu coração para escrever devocionais infantis. Porém, eu não tinha nenhuma ideia de como começar a fazer isso. Na terceira semana de janeiro de 2020 fiquei uma semana muito doente e sem conseguir me levantar da cama. Aproveitei a ocasião para ler a Bíblia, e li 396 capítulos nessa semana. O último livro foi Ezequiel da semana e me chamou muita atenção a frase que sempre repetia no livro: “E saberão que eu sou o SENHOR”. Então, pensei em escrever algo para as crianças sobre este tema. E assim o livro de Ezequiel foi o primeiro devocional infantil que o Todo Poderoso me capacitou para escrever. Escrevi mais alguns resumos de livros em janeiro e parei sem saber como prosseguir. No mês de março fiquei um dia inteiro de cama e orando ao Senhor para que Ele me usasse naquele momento de dor para a sua honra para sua glória. No dia seguinte acordei melhor e comecei a limpar a casa. Enquanto estava limpando a casa, o SENHOR me deu várias ideias para escrever devocionais e naquele dia escrevi 14 devocionais infantis. E assim o Todo Poderoso me capacitou para escrever devocionais para as crianças.
Preocupada com a situação das moças que estavam tão animadas nos estudos bíblicos da Igreja de Batista Regular de Bagamoyo, e agora sem poder nos reunir devido a pandemia compartilhei com a minha amiga Sheila Fernando Tivane. Ela me falou escreve devocionais para elas. Achei um pouco difícil no começo e busquei devocionais de outros, mas eram muito longos. Então clamando ao Senhor, Ele me capacitou para escrever pequenos devocionais para as mulheres.
Durante também período de pandemia tive a triste notícia de que uma escritora que eu apreciava muito morreu de covid. Após isso, comecei a pensar ainda mais na brevidade da vida e resolvi escrever um livro, pois há muito tempo tinha esse desejo. Comecei a me dedicar duas horas por dia no mês de maio de 2020 para escrever este livro e assim em 22 dias Deus me capacitou para escrever o livro “Como lidar com o sofrimento a luz das Sagradas Escrituras”.
Tudo que eu tenho, tudo que eu sou devo ao meu Senhor, pois foi Ele quem me capacitou como diz em Provérbios 2.6 “A nossa capacidade e inteligência vem do Senhor”.
Rosangela da Silva Feitosa
16 de setembro de 2020
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